sábado, 12 de novembro de 2016

"Camera Toss", uma técnica de fotografia peculiar

 Camera Toss (lançamento de câmara, em português), é uma técnica que consiste em atirar ao ar a nossa máquina fotográfica para que esta fotografe o desejado durante o voo.

 Desta forma, esta técnica pode ser feita de duas maneiras: a primeira consiste em colocarmos um temporizador na nossa câmara, para que esta tire a fotografia enquanto estiver no ar; já a segunda consiste em, com uma velocidade de obturação baixa, iniciar o processo de tiragem com a câmara ainda na mão para que esta o finalize em pleno voo.


 O processo funciona melhor em ambientes domésticos, num quarto escuro (por exemplo), com apenas uma fonte de luz fraca. Desta maneira conseguimos fazer com que a trajetória do voo da câmara fique representado pelo traçado que a luz apresenta na fotografia. Ao aplicarmos à câmara uma velocidade de obturação baixa (tentando não sobrexpor a imagem), deveremos obter um resultado semelhante a este:


 No entanto, esta técnica também funciona em ambientes exteriores, apresentando resultados deste género (a velocidades de obturação baixas):


 É de notar que ao realizarmos este processo, estamos também a colocar em risco a nossa máquina fotográfica, por isso é bastante importante que tenhamos algumas precauções, arranjando algo que possa aparar a queda caso não consigamos apanhar a câmara.






Fotografia de "Low Angle"

 "Low Angle" é uma técnica de fotografia que força o fotógrafo a ficar ao nível do solo, conseguindo assim um ângulo baixo (Low Angle, em inglês) de fotografia.


 Para esta técnica de fotografia devem ser usadas lentes o mais amplas possível, devendo também ser ativado o modo de prioridade da abertura do diafragma, de forma a tentar encontrar um meio termo entre a abertura do diafragma da câmara e o foco, de modo a tentar captar o maior número de elementos possível.

 É de notar que na maioria dos casos acabamos por nunca conseguir ter uma ideia de como a nossa fotografia irá ficar (devido ao ângulo da câmara ser muito elevado), portanto a melhor maneira de treinarmos esta técnica acabará por ser a prática. Apesar de esta técnica ser muitas das vezes utilizada a "olhómetro", o nivelamento da fotografia não deverá ser algo de preocupante, ainda para mais com a existência de programas de edição de imagem como o Photoshop, que podem muito facilmente corrigir tais erros. Seguem aqui alguns exemplos de fotografias que utilizam esta técnica.







Efeitos fotográficos com um prisma de Newton

 Quando Newton se encontrava a estudar a luz, e o seu comportamento ao entrar em contacto com superfícies não opacas, criou um prisma triangular espelhado que lhe permitisse o estudo da refração da luz.


 No entanto, este objeto tem mais usos que o mero estudo físico, nomeadamente na fotografia, onde pode servir como meio para a criação de fotografias com efeitos únicos, devido à refração que a luz sofre antes de chegar ao sensor de imagem da câmara. Refração é a mudança de direção que uma onda sofre ao passar de um meio para o outro, e é a razão pela qual quando submergimos um objeto parcialmente em água, este nos aparece cortado.

 Seguem-se aqui alguns exemplos de fotos abstratas tiradas conjuntamente com um prisma de Newton:




  

Como corrigir Cor numa Fotografia

 A cor presente numa imagem é composta por apenas três cores: Azul, Verde e Vermelho (RGB). Desta forma, ao modificarmos o sistema RGB, este acaba por dar mais cor à fotografia (dependendo da componente que escolhermos modificar). Então e no caso de querermos retirar cor à nossa imagem?

 Neste caso é melhor usarmos o sistema CMYK (Ciano, Magente, Amarelo, Preto). Desta forma se a nossa imagem estiver com vermelho a mais, pelo sistema CMYK sabemos que ao adicionar ciano, isto diminuiria a quantidade de vermelho. Segue aqui um esquema explicativo deste sistema:


 Logo, a correcção de cor consiste no balanço da cor de uma imagem, procurando sempre criar uma uniformidade cromática. Isto é possível, no Photoshop, através da adjustment layer "Curves", que nos permite controlar os canais RGB da imagem, e, desta forma a sua cor. Isto pode também ser feito de forma automática recorrendo-se aos pontos mais brancos da imagem (junção de todas as cores) assim como os pontos mais pretos da imagem (ausência de cor).

 Para os mais interessados segue aqui um tutorial em vídeo bastante detalhado, feito pelo canal "Photoshop Training Channel", que explica o processo de correção cromática de uma imagem através do Photoshop:


Low Key e High Key na fotografia

 Low key e High Key são técnicas opostas de fotografia que se centram na falta ou excesso de luz, sendo principalmente usadas para fotografias de retrato.

 Low Key consiste na utilização de menos luz e no aproveitamento das sombras de forma a criar um efeito "Noir". Para a realização deste efeito devemos fotografar num fundo preto, pois caso usemos um branco, este irá aclarar a fotografia. Para além disso devemos procurar usar uma fonte de luz não muito próxima de modo a iluminar de forma subtil o desejado, podendo até utilizar uma segunda fonte de luz muito mais fraca para criar uma silhueta do sujeito.


 Já o efeito High Key, por sua vez, resulta da utilização extra de luz suave, de forma a criar menos sombras e mais brancos. Neste efeito as fontes de luz suaves têm de iluminar o sujeito de todos os lados.

 Uma boa maneira de se fazer este efeito com pouco equipamento profissional é utilizando como fundo uma janela com cortinados brancos (de forma a suavizar a luz), utilizando também seda ou outro tecido fino e branco para filtrar a luz natural. Se o sujeito utilizar vestuário branco isto ajudará à qualidade do resultado final. A máquina deverá ter a maior abertura do diafragma possível, assim como um tripé para criar uma sobrexposição.




Importância da Cor para contar uma História

 A cor apresenta bastante importância na narração de uma história, na medida em que nos apela a certas emoções e nos faz olhar para o que nos é mostrado pela imagem de maneira diferente, consoante a matiz, a saturação e a sua tonalidade (o quão clara essa é). Desta forma a fotografia, o cinema e até mesmo o teatro utilizam a cor como forma de expressão.

 Por exemplo, a cor vermelha aponta para determinação e constância, podendo também representar o perigo ou até a própria sexualidade.

2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick
O doutor Dave Bowman encontra-se numa situação de grande perigo (representada pelo vermelho do fundo que apresenta grande saturação), encontrando-se também num estado de fúria e constância interior (daí o tom vermelho da som pele).
No entanto, o mesmo vermelho ao ser representado com uma tonalidade muito superior (cor mais clara), apela a sentimentos diferentes em relação ao vermelho mais escuro.

Her, de Spike Jonze
Theodore a instalar o software "Samantha"; a cor vermelha presente quer na imagem remonta para o estado de espírito amoroso de Theodore, daí a forte tonalidade da cor presente.

 Para mais informações sobre qual a importância de uma cor na imagem, e de qual a função da matiz, tonalidade e saturação, segue aqui um vídeo feito por Lewis Bond, que engloba as técnicas utilizadas para colorir no cinema (também aplicáveis à fotografia):


http://causaemocional.blogspot.pt/2014/04/suas-emocoes-reveladas-pelas-cores.html

Clube de fotografia

O clube de fotografia após 6 anos de inatividade está de regresso!

O grupo reune-se às 4ªs feiras das 14:30 às 16:30

Qualquer aluno da escola pode pertencer ao grupo sem qualquer custo ou experiência prévia


Para mais informações clique aqui!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Panning

Panning é um efeito no qual o objeto fotografado aparece nítido em contraste com o fundo, que mostra uma aparência arrastada.

Pássaro a voar
1/15s; f13; ISO 100

Este efeito é o resultado da utilização da longa exposição, juntamente com o movimento do fotógrafo que acompanha o do assunto fotografado.  Neste sentido, é preciso mover a câmara na mesma velocidade e direção que o objeto em movimento, acompanhando a sua trajetória e mantendo-o centralizado na composição durante o tempo de exposição para que fique nítido. Deste modo, o assunto fica dentro do foco enquanto que o fundo fica tremido devido ao movimento.


Para obter o efeito panning o fotógrafo acompanha o movimento do motociclista.

Ainda, é indicado usar um tripé de cabeça móvel ou um monopé para evitar que toda a imagem fique tremida com o movimento da câmara. 

Mota em movimento
1/60s; f8; ISO 100









Fotografar com longa exposição


Fotos com uma cascata aveludada ou um mar esfumaçado são o resultado de uma técnica simples: a longa exposição.



Fotografar com longa exposição consiste em utilizar baixas velocidades de obturação, de modo a captar os movimentos realizados pelo objeto fotografado.

Parque de diversões
4s; f8; ISO 80

Uma vez que, utilizando velocidades de obturação lentas o sensor da câmara fica exposto à luz durante muito tempo, para evitar que a foto fique sobre-exposta, deve utilizar-se um ISO lento e fechar o diafragma ao máximo. Ainda assim, caso a quantidade de luz não seja a adequada a uma exposição correta - o que acontece frequentemente em cenários diurnos - poderá ou diminuir-se um pouco o tempo de exposição do sensor à luz ou utilizar-se um filtro de densidade neutra (ND), que diminui a quantidade de luz que atravessa as lentes, permitindo a utilização de exposições mais longas sem que a imagem fique sobre-exposta. Ainda, para garantir a qualidade da fotografia deve usar-se um tripé ou - na falta deste –  estabilizar a câmara num lugar sólido e firme, de forma a garantir que a imagem não fica tremida com o movimento.

Light Painting: Fogo de artifício
4s; f16; ISO 100
Light Painting : Palha de aço em chamas, realizando movimentos circulares
5s; f8; ISO 80
Efeito fantasma: Mantém-se o objeto imóvel, na posição desejada, por apenas
1/3 do tempo de exposição. Quanto mais tempo imóvel, mais visível é o "fantasma"

Rastro das luzes de carros em movimento
 4s; f8; ISO 80  

Colorizar uma imagem no photoshop

Tutorial em video de como adicionar cor a uma imagem previamente em preto e branco, uma imagem mais velha por exemplo.

https://youtu.be/C2Srw245R7U?list=WL

Site: http://www.photoshopvideoacademy.com/courses/how-to-colorize-a-black-and-white-photo-in-photoshop

Autor: Photoshop Video Academy
Data:11/11/16

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Web Summit 2016 Lisboa

WEB SUMMIT 2016

Os três pavilhões da FIL e a MEO Arena apresentam muito para ver para quem está à procura de investir.




A Web Summit é sem dúvida um dos maiores eventos do ano, com a organização a ter grandes expetativas não só para a quantidade de pessoas que passarão por Lisboa, mas também pelo efeito económico que uma ocasião desta envergadura terá na capital portuguesa. Depois de entrar no recinto é fácil perceber porquê.


Um dos pavilhões da FIL foi inteiramente dedicado ao registo de entradas no evento mas os outros três pavilhões e a MEO Arena estão praticamente irreconhecíveis. Os pavilhões são autênticos centros de contacto entre empresários, líderes de projetos e eventuais investidores, com conferências a decorrer lateralmente e demonstrações ao vivo que transformam estes espaços em ambientes fervilhantes de vida.



Já a MEO Arena é o que tem podido ver na televisão, com a atenção a ser toda dirigida para o palco principal com a presença de grandes nomes da indústria tecnológica. Mas não só. Se o ‘homem-forte’ do Facebook para o Messenger, David Marcus, e empreendedores de Silicon Vallye dominaram as atenções da área, a presença de Luís Figo e Ronaldinho para apresentarem os seus projetos também não passou despercebida.


Paris Photo celebra 20ª edição como referência na fotografia de arte






Acontece até domingo (13) no Grand Palais a 20ª edição do salão Paris Photo. O evento, que espera receber cerca de 60 mil visitantes durante seus quatro dias de duração, acolhe 153 galerias de mais de 30 países. Apesar de muitos fotógrafos latino-americanos expostos, este ano há apenas um estande brasileiro.


O livro Caixa-Preta, de Celso Brandão, é uma das obras apresentadas no Paris Photo
Celso Brandão/Editora Madalena


Após ter interrompido sua edição de 2015 por causa dos atentados terroristas de Paris, o salão volta com força este ano. O evento, que começou em 1997 com apenas 50 expositores, triplicou de tamanho em duas décadas, principalmente graças ao espaço que ganhou a fotografia no mundo das artes, inclusive em termos de valores comerciais. Segundo o site Artprice, especializado no setor, o mercado mundial das fotos de arte pesa hoje € 138 milhões, dez vezes mais que no ano da criação do salão parisiense.

Rapture series (women in a line), foi realizada por Shirin Neshat em 1999 e é representada no Paris Photos pela galeria portuguesa Filomena Soares
Shirin Neshat/Galeria Filomena Soares



Para os fotógrafos, Paris Photo é a vitrine perfeita. “A vantagem é que a feira alia o aspecto comercial, que é onipresente, com uma dimensão mais humana, com encontros de personalidades conhecidas com fotógrafos aspirantes”, comenta o fotógrafo senegalês Omar Victor Diop. “O mesmo acontece com os colecionadores, pois há donos de coleções importantes ao lado de pessoas que estão começando a colecionar”, analisa.




Jornada do Alumbramento de Apollo, Penna Prearo, faz parte dos trabalhos apresentados nas publicações da editora Madalena em Paris

Outro aspecto importante de Paris Photo é a diversidade de estilos apresentados. “Trouxemos nomes extremamente diferentes, como a artista Helena Almeida, que trabalha desde 1968 – e acaba de ter uma exposição no museu parisiense Jeu de Paume –, e fotógrafos como Pedro Barateiro, que tem cerca de 30 anos”, relata Manuel Santos, diretor da galeria portuguesa Filomena Soares.


“É uma grande sorte poder expor ao lado de nomes como Malick Sidibé, Man Ray ou Diana Arbus, artistas que contribuíram muito para a fotografia contemporânea”, comenta a fotógrafa canadense de origem haitiana Émilie Régnier, que trabalha frequentemente com temáticas ligadas à África. Já para Diop, “expor em Paris significa um reconhecimento que vai além dos parâmetros continentais. Aqui eu não sou visto como um fotógrafo africano, mas simplesmente como um fotógrafo”. E isso serve de motor para os jovens talentos em busca de legitimidade além de suas fronteiras.


Já do lado das galerias, Paris Photo é vista como “uma das maiores feiras internacionais da fotografia, o que explica o interesse das galerias internacionais”, analisa o português Manuel Santos. Mas o evento é uma etapa indispensável não apenas para as vendas, mas também para sentir a temperatura do mercado. “Isso aqui é um grande momento da fotografia mundial, do ponto de vista de estratégia de colocação no mercado de uma editora. É muito mais que comercial, pois há colecionadores do mundo inteiro que vêm aqui para comprar, mas também que passam por aqui para te conhecer”, relata Iatã Cannabrava, fotógrafo, produtor cultural e diretor da editora Madalena, o único estande brasileiro do evento.


Cannabrava admite que o mercado da fotografia de arte no Brasil ainda é muito pequeno. “Apenas os fotógrafos que conseguem sair das fronteiras e se expor ao mercado internacional têm uma capacidade de colocação maior de seus trabalhos. E Paris Photo é, para isso, uma plataforma fundamental”.


Fotógrafos com seus telefones


Se o mercado de fotos de arte explodiu, a prática da fotografia também se banalizou, principalmente por causa da popularização dos equipamentos, e também do uso dos telefones celulares. Basta ver o número de visitantes, nos corredores do Paris Photo, usando seus smartphones para tirar fotografias das fotografias expostas no Grand Palais.


“Com o fato de que todo mundo fotografa hoje, e que muitos fotógrafos não sabem se posicionar diante dessa nova realidade, há uma situação bastante delicada, onde as pessoas estão fechando seus estúdios fotográficos para abrir restaurantes ou procurando outra profissão”, analisa Cannabrava, que acredita que atualmente há mais espaço no mercado que tem um olhar de curadoria, e não apenas quem sabe fazer belas imagens.


Manuel Santos concorda e estima que é preciso que tanto artistas, quanto galeristas e colecionadores, estejam “atentos para a qualidade das obras e os suportes” usados.


Obra de arte?


A questão da legitimidade da fotografia como obra de arte, que durante muito tempo dividiu os puristas, também vem sempre à tona nos corredores do Paris Photo. Mas Cannabrava evita esse debate. Ele, que se considera um “curador popular”, encontrou uma definição pragmática: “A fotografia continua sendo um meio importantíssimo de expressão e de comunicação e tem gente que a compra como arte. Sorte a nossa, pois vendemos e estamos nas paredes das pessoas que amam fotografia. Mas cabe ao mundo das galerias, historiadores e curadores definir o que é arte ou não.”


fonte:http://br.rfi.fr/cultura/20161110-salao-paris-photo-celebra-20-edicao-como-referencia-mundial-na-fotografia-de-arte

SESI destaca imagens criadas a partir do reflexo

Exposição fotográfica no SESI destaca imagens criadas a partir do reflexo. O SESI inaugurou a exposição "Reflexos pelo Caminho", do fotógrafo Renan Rosa. As fotos da exposição foram capturadas durante os 12 anos em que o artista percorreu mais de 50 países.
Renan Rosa dá destaque às condições reveladas a partir de reflexos oriundos de rios, lagos e poças de água. O seu treino permitiu criar duplicidades, inusitadas formações ópticas que deslocam a razão primordial da observação para o campo do pensamento abstrato. Ao focar nas composições criadas a partir dos reflexos, Renan Rosa deixa o objeto fotografado em segundo plano  e abre espaço para a formação de um novo tempo e dimensão capazes de aflorar novas percepções e experiências aos visitantes.


uma das fotografias de Renan Rosa



http://jornalperiscopio.com.br/site/index.php/exposicao-fotografica-no-sesi-destaca-imagens-criadas-a-partir-do-reflexo/

Floresta Negra

"Floresta Negra" é um livro de fotografia, um website e uma campanha de sensibilização e educação. É um trabalho de John Gallo, fotógrafo português que tem sido distinguido internacionalmente desde 1998, em 2015 foi-lhe atribuído o galardão Joan Wakelin Award pelo jornal britânico The Guardian em parceria com a Royal Photographic Society. O trabalho "Pilgrims" deste autor foi considerado um dos melhores de 2016 publicados pelo Público/P3. Este autor preocupa-se com o ambiente e o futuro do nosso planeta e foi nessa condição que em 2015 iniciou o projeto fotográfico Floresta Negra, que se tranformou num movimento da sociedade civil.

"Floresta Negra"






http://www.comunidadeculturaearte.com/floresta-negra-e-um-livro-de-fotografia-um-website-e-uma-campanha-de-sensibilizacao-e-educacao/
 



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Fotografia: Diafragma, Obturador e Abertura

Diafragma: Algumas pessoas confundem o diafragma com o obturador, porém estes dois elementos têm funções diferentes. Enquanto o obturador é o responsável por proteger o sensor, ele funciona também como se fosse uma "cortina" que cobre o sensor e abre-se rapidamente quando uma fotografia é tirada, permitindo assim a passagem da luz. O diafragma controla a quantidade de luz que chega ao obturador, deixando a passagem maior ou menor, dependendo de sua abertura.




Abertura do diafragmaA abertura do diafragma é medida em números f, sendo que, quanto maior a abertura, menor é o número. Desta forma, quando falamos em uma grande abertura do diafragma, é possível saber que o número f em questão é bem pequeno. Quanto maior é a abertura, mais luz é captada e a velocidade de disparo pode ser maior, diminuindo o tempo necessário de exposição - A velocidade de disparo é o tempo que o obturador fica aberto.

      Figura 1




Abertura / Profundidade de Campo: Quando se observa uma fotografia, ela pode estar  completamente focada, ou com algumas partes focadas e outras não. "Esse é um efeito visual da profundidade de campo", quanto maior é a profundidade, mais áreas da imagem ficam nítidas, e quanto menor ela é, menor é o ponto de foco.

Figura 2


Fonte: http://www.tecmundo.com.br/8354-fotografia-diafragma-e-obturador-os-olhos-da-camera.htm

Museu da Horta promove oficina de fotografia



A Casa Manuel de Arriaga, na Horta, ilha do Faial, Açores, realiza no dia 12 uma oficina de fotografia orientada pelo fotógrafo profissional Tiago Garcia, anunciou a Direção Regional da Cultura
A iniciativa, promovida através do Museu da Horta, decorre entre as 10:00 e as 18:00 locais e destina-se a todos os que têm interesse pela fotografia, sem qualquer tipo de conhecimento ou com conhecimento médio.
Nesta oficina, que é de frequência gratuita, serão abordados dois grandes temas, nomeadamente a fotografia de rua e a fotografia de viagens, além de uma abordagem técnica de iniciação.

Jorane Castro fala sobre o diálogo entre cinema e fotografia



Jorane apresenta o documentário realizado sobre a produção de Luiz Braga.


Atividade gratuita ocorrerá a partir das 19h30, no Museu do Estado do Pará.




A cineasta paraense Jorane Castro participa de bate papo com o público nesta quarta-feira (9), a partir das 19h30, no Museu do Estado do Pará (MEP), para falar sobre o documentário "Lugares do Afeto – A Fotografia de Luiz Braga", realizado pela Cabocla Produções Cinematográficas e Artísticas, que narra a trajetória artística do fotógrafo Luiz Braga. Além disso, ela também vai falar sobre seu mais novo filme “Para Ter Onde Ir”, um road-movie, que tem como locação principal o litoral atlântico paraense. A programação integra a mostra “Retumbante Natureza Humanizada”, com fotografias de Luiz Braga e curadoria de Diógenes Moura, que segue em cartaz até dia 17 de novembro, no MEP.


Para Jorane, Luiz sempre será uma grande referência artística. “Eu comecei pela fotografia, com 14, 15 anos. Sempre quis fazer cinema, mas comecei pela fotografia, na Fotoativa. E o Luiz, naquela ebulição fotográfica, era de um movimento forte que contava com nomes como Miguel Chikaoka, Elza Lima, Octavio Cardoso, André Penner, entre outros, foi uma das pessoas com quem eu discuti sobre isso, que participou da apuração do meu olhar. A minha trajetória perpassa por isso, por eu ter sido ou ser ainda fotógrafa, apesar de hoje minha principal atividade ser cinema. Os meus filmes têm um apuro visual por conta dessa história com a fotografia. No cinema, é mais fácil para mim ser perfeccionista em relação à fotografia, do que com o som, por exemplo. Porque sinto essa propriedade”, comenta.


Durante sua fala, a cineasta vai destacar a realização do documentário que mostra comemoração dos 30 anos de carreira de Luiz Braga, durante as atividades do projeto “Arraial da Luz”. “Como o trabalho dele está sempre em ebulição, então se eu registrava um momento, em dois meses o trabalho dele já era completamente diferente. Essa força do trabalho dele me motivou. Fomos filmando, filmando, registrando o processo criativo dele, e daí virou um longa metragem”, diz Jorane.


Já o filme “Para Ter Onde Ir” tem roteiro original da própria cineasta conta a estória de Eva, uma mulher madura que decide ir procurar o filho na Praia de Salinas para traze-lo de volta para casa. Ela viaja com Melina, a sua melhor amiga. No caminho, se junta a elas Keithylennye, a manicure que vai reencontrar o pai de seu filho, um DJ da Aparelhagem. A viagem vai mudar a vida das três.


Já na quinta-feira (10), haverá uma mostra com os 16 selecionados na leitura de portfólio, realizada ao lado da fotógrafa Paula Sampaio, como uma forma de apresentar a produção fotográfica paraense contemporânea. “É uma ideia que tivemos com base na qualidade do material que recebemos, além da diversidade de projetos apresentados. Queremos mostrar o que nos encantou”, afirma Luiz.



Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/11/jorane-castro-fala-sobre-dialogo-entre-cinema-e-fotografia.html

Jorane Castro fala sobre o diálogo entre cinema e fotografia



Jorane apresenta o documentário realizado sobre a produção de Luiz Braga.


Atividade gratuita ocorrerá a partir das 19h30, no Museu do Estado do Pará.




A cineasta paraense Jorane Castro participa de bate papo com o público nesta quarta-feira (9), a partir das 19h30, no Museu do Estado do Pará (MEP), para falar sobre o documentário "Lugares do Afeto – A Fotografia de Luiz Braga", realizado pela Cabocla Produções Cinematográficas e Artísticas, que narra a trajetória artística do fotógrafo Luiz Braga. Além disso, ela também vai falar sobre seu mais novo filme “Para Ter Onde Ir”, um road-movie, que tem como locação principal o litoral atlântico paraense. A programação integra a mostra “Retumbante Natureza Humanizada”, com fotografias de Luiz Braga e curadoria de Diógenes Moura, que segue em cartaz até dia 17 de novembro, no MEP.


Para Jorane, Luiz sempre será uma grande referência artística. “Eu comecei pela fotografia, com 14, 15 anos. Sempre quis fazer cinema, mas comecei pela fotografia, na Fotoativa. E o Luiz, naquela ebulição fotográfica, era de um movimento forte que contava com nomes como Miguel Chikaoka, Elza Lima, Octavio Cardoso, André Penner, entre outros, foi uma das pessoas com quem eu discuti sobre isso, que participou da apuração do meu olhar. A minha trajetória perpassa por isso, por eu ter sido ou ser ainda fotógrafa, apesar de hoje minha principal atividade ser cinema. Os meus filmes têm um apuro visual por conta dessa história com a fotografia. No cinema, é mais fácil para mim ser perfeccionista em relação à fotografia, do que com o som, por exemplo. Porque sinto essa propriedade”, comenta.


Durante sua fala, a cineasta vai destacar a realização do documentário que mostra comemoração dos 30 anos de carreira de Luiz Braga, durante as atividades do projeto “Arraial da Luz”. “Como o trabalho dele está sempre em ebulição, então se eu registrava um momento, em dois meses o trabalho dele já era completamente diferente. Essa força do trabalho dele me motivou. Fomos filmando, filmando, registrando o processo criativo dele, e daí virou um longa metragem”, diz Jorane.


Já o filme “Para Ter Onde Ir” tem roteiro original da própria cineasta conta a estória de Eva, uma mulher madura que decide ir procurar o filho na Praia de Salinas para traze-lo de volta para casa. Ela viaja com Melina, a sua melhor amiga. No caminho, se junta a elas Keithylennye, a manicure que vai reencontrar o pai de seu filho, um DJ da Aparelhagem. A viagem vai mudar a vida das três.


Já na quinta-feira (10), haverá uma mostra com os 16 selecionados na leitura de portfólio, realizada ao lado da fotógrafa Paula Sampaio, como uma forma de apresentar a produção fotográfica paraense contemporânea. “É uma ideia que tivemos com base na qualidade do material que recebemos, além da diversidade de projetos apresentados. Queremos mostrar o que nos encantou”, afirma Luiz.



Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/11/jorane-castro-fala-sobre-dialogo-entre-cinema-e-fotografia.html

Museu da Horta acolhe exposição de fotografia

Uma mostra com 17 fotografias retratando pessoas e rostos é inaugurada no sábado na Casa Manuel de Arriaga, na Horta.
Segundo a Direção Regional da Cultura, a mostra, intitulada "Espelho Nosso", da autoria de Tiago Mota Garcia, inclui 17 fotografias que, segundo o fotógrafo, apresentam "pessoas comuns em lugares comuns".
Tiago Mota Garcia, natural de Perosinho, no concelho de Vila Nova de Gaia, estudou Engenharia e, no final do curso, optou pela área da fotografia, retratando o ambiente citadino, sendo as rotinas do quotidiano e os transeuntes alguns dos temas prevalecentes nos seus trabalhos.

Adobe lança Photoshop Fix de graça para Android


Quem usa smartphone com Android passou a contar com uma poderosa ferramenta de edição de imagens, agora que a Adobe finalmente lançou o Photoshop Fix para o sistema operacional do Google.Lançado mais de um ano atrás para iOS, o aplicativo gratuito é praticamente uma versão diminuta do Photoshop e permite fazer uma série de melhorias e modificações nas fotos tiradas pelo telemóvel. 


O Photoshop Fix é o mais completo das edições "desmontadas" do programa que a Adobe tem lançado nos últimos anos. Juntam-se a ele o Photoshop Mix, feito exclusivamente para cortes e montagens e o Photoshop Express, para retoques rápidos de cor e brilho.

Photoshop para a voz ?


Adobe trabalha em 'Photoshop para voz' que permite editar o que é dito


A Adobe, empresa que cria diversos programas de edição de imagem e vídeo e conhecida pelo ser a criadora do editor de imagens Photoshop, anunciou que está a desenvolver uma nova tecnologia que permite que uma gravação de áudio, com voz, seja editada da mesma maneira que se edita um texto. Além de simplesmente cortar trechos do que foi dito, é possível trocar a ordem das palavras e até criar frases inteiramente novas - o programa é capaz de sintetizar a voz a partir de fonemas extraídos do resto da gravação.

A tecnologia, chamada de "VoCo" ("conversão de voz") foi demonstrada durante o evento "Adobe MAX 2016", na sexta-feira 4 Nov. de 2016. Na demonstração, o programador Zeyu Jin, da Adobe, alterou uma gravação em que o ator Michael Key dizia "eu beijei a minha mulher e os cães" para "eu beijei Jordan (Peele, o ator que estava no palco) três vezes". A parte "inventada" da frase foi sintetizada a partir do resto da gravação e toda a edição resultou num texto.

A voz não fica perfeita e há claramente sinais de que foi construída através de um computador, mas a simplicidade da operação impressionou o público. Há risco de que o recurso possa ser utilizado para forjar gravações ou burlar sistemas de segurança.




Zeyu Jin demonstra "VoCo" no Adobe Max. 



Jin explicou depois da apresentação que a Adobe já está a considerar os impactos da tecnologia, adicionando "marcas d'água" no áudio que permitem identificar quando um áudio foi manipulado pelo recurso. "Conforme temos resultados melhores, deixando (a voz) quase indistinguível da verdadeira, nós desejamos que a edição seja detectável", explicou.

Uma limitação é que o VoCo precisa de analisar cerca de 20 minutos de gravação para ter qualidade na geração dos fonemas das palavras que forem adicionadas.

O VoCo ainda é um protótipo e não há previsão oficial de quando é que o recurso será adicionado aos programas da Adobe. É possível que ele venha a fazer parte do Adobe Audition, o editor de áudio da coleção "Creative Suite". Dada a natureza da tecnologia, é improvável que ela funcione da mesma forma em todos os idiomas, o que significa que o suporte ao português pode demorar ainda mais.


Fonte:

http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/adobe-trabalha-em-photoshop-para-voz-que-permite-editar-o-que-e-dito.html

O termo multimédia


O termo multimédia refere-se a tecnologias com suporte digital para criar, manipular, armazenar e pesquisar conteúdos. Os conteúdos multimédia estão associados normalmente a um computador pessoal que inclui suportes para grandes volumes de dados, os discos ópticos como os CDs e DVDs, abrange também nas ferramentas de informática a utilização de arquivos/ficheiros digitais para a criação de apresentações empresariais, catálogos de produtos,exposição de eventos e para catálogos eletrónicos com mais facilidade e economia. Privilegiando o uso dos diversos sentidos visão, audição e tacto este tipo de tecnologia abrange diversas áreas de informática.

A Fotografia

A palavra Fotografia significa "desenhar com luz e contraste", por definição,é essencialmente a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acumulação de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando, juntas ou em paralelo, ao longo de muitos anos.

Concurso curtas video CCEMS

Concurso curtas video CCEMS

Toda a informação em:



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Samuel Fosso, o fotógrafo de si próprio

Samuel Fosso... 

Um dos mais internacionais artistas africanos passou pelo Porto para mostrar a sua obra inteiramente dedicada ao auto-retrato.





Samuel Fosso (Kumba, 1962), o fotógrafo camaronês cuja obra está representada em algumas das mais importantes colecções de fotografia do mundo, é extraordinariamente rápido a dizer que não quando lhe perguntamos se há uma coisa a que se possa chamar arte africana. Mas é certamente bastante africana a maneira como percebeu que os auto-retratos com que desde adolescente documentava, para memória futura, a sua até hoje celebrada beleza (“É espantosamente bonito, com feições perfeitamente simétricas”, escreverá a jornal...




https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/samuel-fosso-o-fotografo-de-si-proprio-1749896

Retratos de dançarinos em movimento


NYC Dance Project lançará o livro "The Art of Movement" com fotografias únicas de dançarinos a mostrar a beleza dos seus corpos em movimento.






É incrível perceber como a fotografia – sendo uma imagem estática – consegue transmitir emoções, momentos e movimentos. Um retrato de um espetáculo, por exemplo, não pode mostrar as cenas como num vídeo. Por isso cabe ao fotógrafo conseguir transmitir a dança de uma forma pura, como se conseguíssemos imaginar o que vai acontecer, ou que o que aconteceu antes. Para isso? Técnica, luz, conhecimento e emoção. É preciso entender da dança e amá-la tanto quanto o seu registo para conseguir captar a elegância dos dançarinos, a inspiração que eles trazem para o momento e a graça dos seus corpos em movimento, mas estáticos numa fotografia.





Fotografias esplêndidas que exploram a beleza da dança estarão reunidas no livro “The Art of Movement” (A arte do movimento). Os idealizadores do projeto, Ken Browar e Deborah Ory, produziram um livro com mais 300 páginas de conteúdo, mostrando fotografias incríveis e entrevistas de mais de 70 dançarinos de todo o mundo. Ken trabalhou na fotografia no ramo da moda, sendo muito conhecido, e apaixonou-se pela dança ao clicar o Paris Opera Ballet. Deborah foi dançarina desde os 7 anos, e num momento da sua carreira sofreu uma lesão que a impediu de dançar. Para continuar a respirar no universo do ballet, ela continuou a acompanhar as aulas, mas do backstage com sua câmara fotográfica.





Fonte do texto e das imagens: http://photos.com.br/retratos-de-dancarinos/