sábado, 7 de janeiro de 2012

Boneco de Steve Jobs irrita Apple


Boneco de Steve Jobs irrita Apple

"Com a morte de Steve Jobs, o mercado foi inundado por vários artigos que evocam a memória do fundador da Apple. Desde t-shirts até capas para o iPhone, são muitos os produtos vendidos na Internet. No entanto, um boneco realista de Steve Jobs pôs o departamento legal da empresa de Cupertino em acção ainda antes de começar a ser vendido.
Criação da In Icon, uma empresa chinesa baseada em Hong Kong, o boneco de 30 cm provocou algum burburinho na Internet, o que fez com que a Apple se apercebesse da sua existência.

De acordo com o "The Daily Telegraph", a empresa não terá gostado de ver uma reprodução pormenorizada do fundador da Apple no mercado e já enviou uma carta à In Icon avisando que irá proceder legalmente se o boneco, que custa 80 euros em pré-venda, for mesmo vendido.
"Qualquer brinquedo que lembre o logótipo da empresa de tecnologia, o nome de uma pessoa, a aparência ou parecença com os seus produtos é um crime", escreve a Apple, citada no jornal britânico.
Segundo a revista "Wired", na Califórnia, os direitos de personalidade impedem que haja reproduções da imagem da pessoa, voz ou assinatura sem o seu consentimento. Este impedimento vigora até 70 depois da morte da pessoa.

Para além da figura pormenorizada de Steve Jobs, a companhia vende também miniaturas das calças de ganga Levis, sapatilhas brancas New Balance e camisola de gola alta que se tornaram imagens de marca do criador de gadgets como o iPhone e iPad.
Disponíveis para os clientes, estão ainda um pacote com duas pequenas maçãs (uma delas roída) e um cenário com a frase que fez vibrar os fãs nas apresentações de novos produtos: "só mais uma coisa".
Este não é o primeiro boneco de Steve Jobs a fazer com com que a Apple ameace proceder legalmente contra uma empresa. Já em 2010, a companhia conseguiu impedir a venda de um boneco em que Jobs segurava um iPhone na mão."

In Jornal de Notícias online: tecnologia
à data de sábado, 07 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O 'trailler' oficial dos Oscares

O regresso de Billy Cristal à cerimónia de entrega dos Oscares é o tema do divertido 'trailler' lançado hoje pela Academia de Hollywood: com o título 'Off the Grid', o 'trailler' simula a busca realizada por dois exploradores ao desaparecido anfitrião.



Billy Cristal apresenta pela nona vez a cerimónia de entrega dos Oscares (a última vez tinha sido em 2004) e as expectativas são bastante elevadas.

O evento realiza-se a 26 de Fevereiro e a lista de nomeados é conhecida já a 24 de Janeiro.

In Diário de Notícias online: Artes
à data de sexta feira, 06 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há uma nova religião na Suécia e os direitos de autor não vão gostar

“Agradecemos-te, Senhor, por este ficheiro que vamos sacar.” A partir de hoje, todos os que crêem na cópia e na partilha livre de músicas, filmes ou qualquer outro tipo de ficheiro digital, podem comungar na Igreja do Kopimism, uma congregação oficialmente reconhecida como religião pelas autoridades da Suécia.



O termo “kopimism” (de “kopimi” – lê-se “copy me”) é de difícil tradução para o português, mas o principal mandamento desta nova igreja é fácil de compreender pelos falantes de qualquer língua: copiarás e partilharás livremente todos os ficheiros que te aparecerem pela frente.

O fundador da Igreja do Kopimism é um jovem sueco de 19 anos, estudante de Filosofia. Chama-se
Isak Gerson
e está hoje muito activo no Twitter, a responder a solicitações e a agradecer os parabéns pelo reconhecimento da sua crença como religião oficial. Entre as respostas aos “tweets”, ainda tem de arranjar tempo para manter online o site oficial da sua congregação. Devido ao excesso de visitas, Isak Gerson viu-se obrigado a deixar uma mensagem no Twitter a todos os interessados: “Os nossos servidores estão a ser reiniciados de cinco em cinco minutos. Se o site estiver em baixo, esperem uns minutos e tentem novamente!”

Ao final da manhã, a página de entrada do
site
explicava a causa dos problemas técnicos: “Bem-vindos ao site da Igreja do Kopimism! Estamos em baixo devido a excesso de tráfego e, por isso, estamos temporariamente a mostrar uma página Web estática. Se estão interessados em tornarem-se membros, voltem a este endereço nos próximos dias, depois de a tempestade acalmar”.

Desde 2010 que os membros do Kopimism tentavam ver a sua igreja reconhecida oficialmente, mas os dois primeiros pedidos foram negados, em Março e em Julho de 2011.

"A informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento"

A missão dos membros da Igreja do Kopimism não podia ser mais simples, como se pode ler num comunicado publicado no site oficial: “Para a Igreja do Kopimism, a informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento. A informação possui um valor em si mesma e naquilo que ela contém e esse valor é multiplicado através da cópia. Assim, o acto de copiar é central para a organização e para os seus membros”.

Outra das cruzadas desta nova religião é a luta contra os direitos de autor: “Ser proprietário de software (manter o código-fonte escondido das outras pessoas) é comparável à escravatura e deve ser proibido".

Citado pelo site Torrentfreak, o fundador Isak Gerson queixou-se do “estigma legal” à volta do acto de copiar e partilhar ficheiros, mas fez votos para que a sua igreja ajude a mudar a situação actual. “Muitas pessoas ainda têm receio de ir para a cadeia quando estão a fazer cópias ou remisturas. Espero, em nome do Kopimi, que isto se altere.”

Para ser reconhecida oficialmente como religião pela comissão nacional sueca
Kammarkollegiet
, a Igreja do Kopimism teve de detalhar o seu sistema de preces ou meditações. Os responsáveis explicaram que o principal ritual da igreja é “o acto de copiar e estabelecer uma ligação entre os seus membros através da partilha de informação”.

A Igreja do Kopimism passou de 1000 para 3000 membros (ou “kopimists”) no segundo semestre de 2011, mas o reconhecimento oficial por parte das autoridades suecas deverá impulsionar ainda mais o crescimento desta comunidade. Para se ser membro da Igreja do Kopimism não é preciso preencher formulários; "basta sentir um chamamento para adorar o mais sagrado de tudo o que é sagrado – a informação e a cópia"."

In Público online: tecnologia
à data de 05 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Google quis dar o exemplo e castigou o seu próprio browser

"O Google decidiu enxotar o seu browser, o Chrome, para fora das primeiras páginas de resultados no motor de busca, depois de ter sido acusado de permitir uma estratégia publicitária que viola o seu próprio código de conduta.


Em causa está o pagamento em dinheiro a bloggers para a publicação de artigos sobre um vídeo de publicidade ao Chrome, acompanhados da frase "This post is sponsored by Google" (Este post é patrocinado pelo Google).

Num dos casos, um blogger deixou um link directo para o endereço oficial do Chrome, o que viola as
regras de qualidade
da empresa sobre comportamento na Web.

A campanha publicitária foi encomendada à empresa britânica Essence Digital, que depois encarregou outra empresa, a Unruly Media, de espalhar os vídeos pela Web. Foi esta empresa que entrou em contacto com os bloggers para que publicassem artigos sobre o vídeo.

Os responsáveis do Google afirmam que nunca tiveram a intenção de pagar a bloggers com vista à publicação de links directos para o Chrome, mas – em resposta à vaga de notícias sobre este assunto, que começaram no site
Search Engine Land –, dizem agora que a empresa deve dar o exemplo. A explicação
chegou através da rede social Google+, pela mão do director do departamento da empresa que visa combater o spam na Web, Matt Cutts.

"Se forem ver as duas dúzias de artigos patrocinados (tal como fez a nossa equipa de controlo de spam), vão verificar que mostram um vídeo sobre o Google Chrome, mas não têm nenhum link directo para o Google Chrome", escreveu o responsável da empresa norte-americana. O problema é que, no parágrafo seguinte, Matt Cutts admite que a sua equipa encontrou um artigo com um link para o endereço oficial do browser.

Assim, o endereço será penalizado nas pesquisas no Google por "pelo menos 60 dias". Findo este período, "alguém por parte da equipa do Chrome pode enviar um pedido de reavaliação desta decisão, tal como qualquer outra empresa teria de fazer"."

In Público online: tecnologia
à data de quarta feira, 04 de janeiro de 2012
A Apple poderá entrar no mercado dos televisores já em 2012, lançando uma nova linha de televisores ao estilo “Apple“.
Já não é a primeira vez que há rumores de que a Apple poderá entrar no mercado de televisores, desta vez a notícia é divulgada pelo DigiTimes, citando fabricantes de componentes.
Segundo o site, as fabricantes indicam que este novo projecto da Apple já estará bem avançado, e que as novas televisões estarão à venda já em 2012.
Dois tamanhos de televisões estarão a ser preparadas, uma de 32 polegadas e outra de 37 polegadas. O DigiTimes também avança data, segundo trimestre deverá ser a altura em que as televisões estarão à venda.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tecnologia: os momentos que marcaram 2011


O Google lançou uma rede social, Steve Jobs morreu, a Nokia e a Microsoft deram as mãos. Uma síntese dos eventos que marcaram o ano na área da tecnologia.
  
A parceria Nokia Microsoft
Duas empresas com dificuldades em afirmar-se no mercado dos smartphones resolveram dar as mãos. Em Fevereiro, o CEO da Nokia, Stephen Elop (um ex-executivo da Microsoft) apareceu junto do homólogo da Microsoft, Steve Ballmer, para anunciar uma parceria. A Nokia decidira adoptar o Windows Phone 7 como plataforma para smartphones.

Os primeiros resultados surgiram no final do ano: dois modelos com este sistema operativo, um topo de gama, o outro de gama intermédia. Foram bem recebidos pela imprensa especializada, mas ainda só estão à venda em alguns países europeus. O teste do mercado ainda mal começou. E a Nokia, que também enfrenta a concorrência cerrada de fabricantes orientais no segmento dos telemóveis de baixa gama, dificilmente se pode dar ao luxo de um falhanço.

A re-entrada do Google nas redes sociais
Depois de duas tentativas falhadas (com o Buzz e o Wave) e de um site que praticamente só tem expressão no Brasil (o Orkut), o Google conseguiu finalmente criar uma rede social com potencial de sucesso.

O Google+ foi lançado em finais de Junho, estando inicialmente acessível apenas por convite. Em Outubro, a empresa congratulou-se por ter mais de 40 milhões de utilizadores, embora nem todos sejam necessariamente utilizadores activos. O Facebook ronda os 800 milhões de contas.

Mesmo longe dos números do Facebook, com o qual o Google compete pelo tempo dos utilizadores e pelo dinheiro dos anunciantes, o Google+ foi um passo muito mais firme que os anteriores.

Steve Jobs (1955-2011)
Cerca de oito anos após o diagnóstico de um cancro no pâncreas, o icónico fundador da Apple morreu, a 5 de Outubro, aos 56 anos. Poucos meses antes, deixara de ser CEO da empresa. Nos últimos anos, tinha tido baixas prolongadas.

Jobs cresceu na Califórnia, na época e no local onde despontavam os computadores pessoais. Em parceria com Steve Wozniak (frequentemente descrito como um génio informático), fundou a Apple, que deixou ambos milionários quando entrou em bolsa, em 1980.

Na extensa – e excessivamente detalhada – biografia oficial, intitulada “Steve Jobs”, o autor, Walter Isaacson, considera que Jobs transformou várias indústrias: a dos computadores pessoais; do cinema de animação (com o estúdio Pixar, onde foi criado Toy Story); da música; das lojas de retalho (por causa das lojas da Apple); dos telemóveis; dos tablets; e da publicação (por causa do impacto do iPhone e do iPad). Mas o livro mostra também o lado mais escuro de uma pessoa que quebrava amizades, fugia a responsabilidades e chorava quando não lhe faziam a vontade.

Os ciber-ataques
Este ano, aconteceram em quase todo o lado. Em Abril, plataformas da Sony, usadas para jogar online e comprar conteúdos, foram atacadas, expondo informação pessoal e bancária de milhões de utilizadores. Entre Maio e Junho, os LulzSec, que se definiam como uma “tripulação” de seis pessoas, atacaram os sites da CIA, do Senado americano, do serviço de rádio e televisão pública dos EUA (PBS) e de outras empresas.

Já no final deste ano, os incidentes entre manifestantes e polícia no dia da greve geral levaram a uma sucessão de ciberataques em Portugal. O mais grave culminou na divulgação de um ficheiro com informação de 107 polícias.A compra da Motorola pelo Google
O Google anunciou em Agosto a compra da Motorola Mobility, a empresa americana fabricante de telemóveis (e de caixas receptoras de televisão), que lançou no mercado vários smartphones com o sistema operativo Android.

Mais do que o negócio dos telemóveis, a Motorola tem uma extensa lista de patentes que ajuda o Google a proteger o Android de ataques dos principais rivais: a Microsoft e a Apple, que este ano teve uma política agressiva de processos judiciais por questões de propriedade intelectual.

O negócio terá ainda de passar pela aprovação dos reguladores, mas deverá concretizar-se em 2012 - e lançou alguns receios nos outros fabricantes que usam o Android, que temem que a Motorola passe a ter acesso priveligiado às novas versões do sistema.

Microsoft mostra o próximo Windows
A Microsoft fez em Setembro uma apresentação para programadores do Windows 8, o próximo sistema operativo da multinacional, que tem um novo paradigma e está concebido para equipar tanto computadores como tablets.

O Windows 8 usa uma interface com grandes mosaicos, que se chama Metro e é semelhante à que já é usada no sistema para telemóveis da empresa. A Microsoft (que está a tentar aliciar programadores para desenvolverem aplicações para a plataforma) anunciou também uma loja de aplicações para o Windows 8, semelhante à que a Apple tem para o sistema Mac OS X.

O Windows 8 chega ao mercado em 2012.

Amazon lança um tablet
Em finais de Setembro, a Amazon apresentou novos modelos de Kindle, o conhecido leitor de ebooks da empresa. Um destes modelos é o primeiro abaixo da fasquia dos 100 euros (custa 99 euros em França e Espanha, mas só está disponível para Portugal através da loja americana), o que promete impulsionar o negócio dos livros electrónicos.

A estrela da apresentação foi, contudo, o Kindle Fire, o primeiro tablet da Amazon (tem um ecrã convencional, em vez dos ecrãs de tinta electrónica dos outros Kindle), que está equipado com o sistema operativo Android.

O Fire, que está disponível apenas nos EUA, tem um preço de 199 dólares, o que é relativamente barato no mercado dos tablets, e permite o acesso à panóplia de conteúdos da Amazon, que vai dos livros às assinaturas de jornais e revistas. Muitos deram-no como um concorrente forte face ao mais caro – e tecnicamente superior – iPad. Mas os primeiros clientes têm-se queixado de falhas e da falta de qualidade do aparelho.

In Público online: tecnologia
à data de terça-feira, 03 de Janeiro de 2012